Se existe um dilema que acompanha quem treina, corre ou tenta manter uma rotina mais saudável, é este: preciso fazer tudo perfeitamente ou devo apenas manter a constância?
A resposta parece simples, mas a verdade é que muita gente ainda acredita que só vale a pena continuar quando tudo está 100% alinhado. O problema? Essa busca pela perfeição trava o progresso, enquanto a constância faz exatamente o contrário.
Confira:
É fácil cair no encantamento da perfeição:
A perfeição cria um padrão quase impossível, e quando não alcançamos esse padrão, a frustração aparece. Muitas vezes, ela é a principal culpada por fazer atletas, iniciantes ou experientes, abandonarem seus objetivos.
E o mais curioso, a perfeição exige tudo de você, enquanto devolve muito pouco.
Ser constante é diferente: não exige espetáculo, exige presença.
Constância é o hábito se repetindo até virar identidade. Perfeição é a regra que se quebra no primeiro tropeço.
A ciência também reforça esse ponto. Estudos de comportamento mostram que hábitos sustentáveis surgem de pequenas repetições diárias, não de grandes esforços pontuais. Em outras palavras: quem busca ser perfeito se esgota; quem busca ser constante evolui.
Quando você abandona a ideia de ser perfeito, abre espaço para experimentar, ajustar, aprender e continuar.
Na corrida, isso é ainda mais evidente. É melhor correr três vezes na semana em ritmo leve do que correr uma única vez tentando “compensar” tudo. O corpo percebe, responde e agradece.
E aí está a grande virada de chave. A perfeição tenta te impressionar, enquanto a constância tenta te transformar.
Ser constante não significa nunca falhar, significa saber continuar depois das falhas. É isso que constroi condicionamento, melhora desempenho e mantém a motivação viva.
No fim, o que realmente move um atleta não é fazer tudo impecável. É fazer um pouco todos os dias.
A constância pode parecer simples, mas é ela que faz você cruzar linhas de chegada que a perfeição jamais permitiria.
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Até a próxima!