A diferença entre ser constante e ser perfeito: o detalhe que muda tudo na sua evolução

A diferença entre ser constante e ser perfeito: o detalhe que muda tudo na sua evolução

Por Milena Campos em 27/01/2026

Se existe um dilema que acompanha quem treina, corre ou tenta manter uma rotina mais saudável, é este: preciso fazer tudo perfeitamente ou devo apenas manter a constância?

A resposta parece simples, mas a verdade é que muita gente ainda acredita que só vale a pena continuar quando tudo está 100% alinhado. O problema? Essa busca pela perfeição trava o progresso, enquanto a constância faz exatamente o contrário.

Confira:

A perfeição seduz, mas atrasa

É fácil cair no encantamento da perfeição:

  • “Só começo a correr quando tiver o tênis certo.”;
  • “Só volto à dieta quando conseguir seguir tudo à risca.”;
  • “Só treino se der pra fazer o treino inteiro.”

A perfeição cria um padrão quase impossível, e quando não alcançamos esse padrão, a frustração aparece. Muitas vezes, ela é a principal culpada por fazer atletas, iniciantes ou experientes, abandonarem seus objetivos.

E o mais curioso, a perfeição exige tudo de você, enquanto devolve muito pouco.

Já a constância, essa sim muda destinos

Ser constante é diferente: não exige espetáculo, exige presença. 

  • É aquele treino feito mesmo com preguiça;
  • É correr 20 minutos quando não deu para fazer 40;
  • É seguir 80% da alimentação planejada e seguir em frente.

Constância é o hábito se repetindo até virar identidade. Perfeição é a regra que se quebra no primeiro tropeço.

A ciência também reforça esse ponto. Estudos de comportamento mostram que hábitos sustentáveis surgem de pequenas repetições diárias, não de grandes esforços pontuais. Em outras palavras: quem busca ser perfeito se esgota; quem busca ser constante evolui.

O segredo que ninguém conta: a constância também é liberdade

Quando você abandona a ideia de ser perfeito, abre espaço para experimentar, ajustar, aprender e continuar.

Na corrida, isso é ainda mais evidente. É melhor correr três vezes na semana em ritmo leve do que correr uma única vez tentando “compensar” tudo. O corpo percebe, responde e agradece.

Perfeito é quem não desiste

E aí está a grande virada de chave. A perfeição tenta te impressionar, enquanto a constância tenta te transformar.

Ser constante não significa nunca falhar, significa saber continuar depois das falhas. É isso que constroi condicionamento, melhora desempenho e mantém a motivação viva.

No fim, o que realmente move um atleta não é fazer tudo impecável. É fazer um pouco todos os dias.

A constância pode parecer simples, mas é ela que faz você cruzar linhas de chegada que a perfeição jamais permitiria.

Conheça o nosso calendário completo e aproveite:

Calendário MI

Até a próxima!